top of page
Buscar

Futebol e pessoas LGBTQIAPN+: algo mudou entre as duas copas do mundo?

Vanrochris Helbert Vieira (INCT Futebol)

 

No texto abaixo, ê autore discute que mudanças podem ou não ser percebidas na relação entre o futebol e pessoas LGBTQIAPN+ após a Copa do Mundo de 2014.


 Vasco entrou em campo, em 2019, com uma faixa contra a homofobia, após ocorrência anterior de cânticos homofóbicos. Imagem: Carlos Gregório Jr./Vasco da Gama
 Vasco entrou em campo, em 2019, com uma faixa contra a homofobia, após ocorrência anterior de cânticos homofóbicos. Imagem: Carlos Gregório Jr./Vasco da Gama

Na minha infância e adolescência, eu fui ume menine afeminade e excluíde do círculo de masculinidade na escola, o que passava diretamente pelo não acesso ao futebol. Por isso, fui construindo a ideia de que esse esporte é signo de uma masculinidade misógina e homofóbica. Eu nasci em 1988 e, durante a última Copa do Mundo no Brasil – a de homens, em 2014 –, eu estava com 25 anos de idade. Quando acontecer a próxima, a de mulheres, em 2027 –, já terão se passado 13 anos desde então. Será que os(as/es) meninos(as/es) LGBTQIAPN+ que nasceram ou se tornaram adolescentes nesse período terão encontrado um futebol diferente do que existia antes? Será que os(as/es) adultos(as/es) LGBTQIAPN+ da minha geração terão finalmente encontrando algum espaço nesse esporte?

 

No ano passado (2025), publiquei um livro pelo selo “Futebol: Cultura, Política e Sociedade”, do INCT Futebol com a ABA Publicações, chamado O futebol das bichas e dos manos. O livro surgiu a partir de uma pesquisa de doutorado realizada de 2017 a 2023 e de um pós-doutorado realizado em 2024 no INCT Futebol. Ele traz um etnografia multissituada, realizada em Belo Horizonte, sobre o surgimento dos primeiros times de futebol amador compostos por pessoas LGBTQIAPN+ na cidade. Durante a realização dessa pesquisa e a escrita do livro, passaram-se 8 dos 13 anos que separam as duas copas em questão.

 

Acredito que essa pesquisa possa servir como termômetro para medir algumas mudanças que tenham ou não ocorrido nas relações entre o futebol e pessoas LGBTQIAPN+ nesse período. Abaixo, vou tentar elencar alguns pontos que revelam possíveis mudanças nesse cenário.

 

O boom de times LGBTQIAPN+ e a criação da LiGay

 

A ideia de um futebol LGBTQIAPN+ é bastante nova. Essa categorização inclusiva, que remete a todas as identidades não cisheteronormativas, começou a ser adotada no início da década de 2020. Antes disso, o que existia era a ideia de um “futebol gay”. Isso porque apenas homens gays e bissexuais eram vistos como parte desse movimento. O termo “futebol LGBTQIAPN+” tem sido utilizado por pesquisadores(as/us) da área por ser o mais inclusivo. Já a denominação oficialmente adotada por seus(suas/sues) praticantes atualmente é “futebol LGBTQIAP+”. Atualmente, o termo “futebol LGBTQIAPN+” tem sido usado para se referir a equipes formadas apenas ou de forma majoritária por jogadores(as/us) que se identificam a partir de uma ou mais identidades não cisheteronormativas. A maioria dos times ainda é composta quase exclusivamente por homens gays e bissexuais, mas também surgiram equipes de mulheres lésbicas e bissexuais, transmasculinas, transfemininas e mistas.

 

No Brasil, a história do futebol LGBTQIAPN+ começa em 1990, com a criação do Real Centro, em São Paulo. Mas, na época, esse time ainda não se reconhecia como um “time gay”. Seus membros se viam apenas como um grupo de amigos que praticavam o esporte. O segundo time formado, chamado Magia, só apareceu 15 anos depois, em 2005, em Porto Alegre. Em 2010, surgiu o As Maluquinhas Gay, em Ananindeua, Pará, que foi renomeado para Barcemonas, em 2014. Esses foram os únicos três times identificados pela pesquisa que existiam no Brasil até o ano da última Copa do Mundo de homens ocorrida no país. No entanto, a partir de 2014, o número de equipes se multiplicou.

 

Nesse ano, foi fundado o Ball Cat’s, em Manaus. No seguinte, em São Paulo, surgiram o Unicorns, o Futeboys e o Natus. Em 2016, nasceu o Capivara, em Curitiba. Nesse mesmo ano, ocorreu outro fato importante: a criação do primeiro time transmasculino, o Meninos Bons de Bola (conhecido como MBB), em São Paulo. Mas é em 2017 que ocorre o boom do futebol LGBTQIAPN+ no Brasil. Nesse ano, foram formados pelo menos mais 12 times em todo o país, incluindo cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Florianópolis. No ano seguinte, pelo menos mais 8 times se formaram, chegando a Vitória e a Manhuaçu, no interior de Minas Gerais. De 3 times que existiam antes do ano da Copa, passamos a ter pelo menos 29, em apenas cinco anos.

 

O primeiro campeonato de futebol LGBTQIAPN+ brasileiro foi a Copa Gay de Futebol de Manaus, realizada em 2014, ano da Copa do Mundo de homens no Brasil. Mas foi em julho de 2017, em São Paulo, que aconteceu a Taça Hornet, o primeiro torneio nacional. Participaram dele apenas quatro equipes: BeesCats, Futeboys, Unicorns e Capivara. A partir desse campeonato, foi estabelecida uma parceria entre os três primeiros times para a formação da LiGay Nacional de Futebol. A primeira edição do campeonato da liga, o Champions LiGay, reuniu oito times no Rio de Janeiro, em novembro de 2017, apenas quatro meses depois da primeira edição da Taça Hornet. A partir de então, o campeonato passou a contar com um número cada vez maior de equipes participantes. A 5ª edição, ocorrida em Belo Horizonte, em 2019, contou com 25 equipes na chave principal e 3 equipes numa chave exclusiva para times de mulheres.

 

Em julho de 2023, a LiGay chegou à marca de 47 equipes filiadas. Com isso, ela se tornou maior que as duas principais ligas internacionais de futebol LGBTQIAPN+: a Associação Internacional de Futebol Gay e Lésbico (IGLFA, na sigla em inglês), que contava com 25 equipes, e a britânica Liga Nacional da Rede de Jogadores de Futebol Gay (GFSN, na sigla em inglês), que contava com 16. Portanto, o boom de 2017 fez com que o Brasil se transformasse em uma megapotência mundial no futebol LGBTQIAPN+.

 

No início desta década, houve a primeira mudança oficial de nomenclatura, com “futebol gay” se tornando “futebol LGBTQIA+”. No entanto, a participação de mulheres e pessoas trans no Champions LiGay permaneceu bastante limitada. Em 2019, havia sido criada uma chave exclusiva para times de mulheres, com a participação de apenas 3 equipes, mas ela não continuou na edição seguinte. Em 2022, foi criada uma chave para times transmasculinos, com a participação de 4 equipes. No entanto, ela também foi interrompida na edição posterior. Na última edição, em 2025, houve uma divisão entre as categorias “cis” e “trans”, com o campeonato contando novamente com times transmasculinos. A maior parte dos times da antiga chave principal e atual “categoria cis” continua sendo composta quase exclusivamente por homens gays, com uma participação muito restrita de mulheres trans em alguns times (apesar da atual nomenclatura “categoria cis”). Durante a pesquisa, foram identificadas apenas duas jogadoras que atuavam nos times da então chave principal.

 

Torcidas LGBTQIAPN+

 

Às vésperas da Copa do Mundo de 2014, já ocorria uma tentativa notável de desestabilizar o padrão cisheteronormativo no futebol brasileiro. Ela se deu a partir da formação de páginas online nas mídias sociais para que torcedores(as/us) de diversos times discutissem e questionassem os modelos de gênero e sexualidade impostos pelo futebol. Essa iniciativa começou com a criação da página Galo Queer (Atlético Mineiro), em 2013, no Facebook. Rapidamente foram criadas diversas outras páginas, como a Cruzeiro Maria (Cruzeiro), a Grêmio Queer (Grêmio) e a Queerlorado (Internacional).

 

Mas foi em 2013 que o movimento escalou para a criação da torcida LGBTQIAPN+ Gaivotas Fiéis (Corinthians). Esse foi um movimento de ressurgimento dessas torcidas, já que, durante a Ditadura Militar, outras duas haviam existido: a Coligay (Grêmio), em 1973, e a Flagay (Flamengo), em 1979. Mas foi a partir de 2019 que um grande número de torcidas LGBTQIAPN+ foi criado, como a Marias de Minas (Cruzeiro), a Fiel LGBT (Corinthians) e a LGBTricolor (Bahia). Em 13 de novembro daquele ano, algumas delas se juntaram para criar o Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+. Esse coletivo passou a fazer trabalhos importantes no sentido de acompanhar casos de homofobia nos estádios. Além de manterem um observatório para registrar as ocorrências de cânticos e gritos homofóbicos, eles ainda passaram a monitorar quais times se posicionaram nas datas relacionadas à comunidade LGBTQIAPN+.

 

Jogadores saindo do armário

 

O futebol, como um terreno de reprodução da masculinidade tradicional, foi historicamente uma atividade negada às mulheres e exigida dos homens. Nesse sentido, homens que não gostam de futebol tendem a ser vistos como “viadinhos” e homens vistos como “viadinhos” tendem a ter o seu acesso ao futebol negado. Já as mulheres que gostam do esporte costumam ser vistas como “marias-homens”. Por isso, no futebol de mulheres, há um estereótipo que liga as praticantes à lesbianidade.

 

Essa configuração leva à presunção da presença de mulheres lésbicas e da ausência de homens gays na prática do futebol. Isso cria possibilidades de acesso a esse esporte muito diferente para os dois grupos. Carmen Rial (2021)¹ afirma que mulheres lésbicas, juntamente com negras e pobres, estiveram entre as que mais atuaram no ressurgimento do futebol de mulheres após a prática do esporte por elas se tornar legal novamente, em 1979, depois da proibição ocorrida em 1941. Tudo isso fez com que as jogadoras lésbicas e bissexuais pudessem viver sua orientação sexual sem precisar fazer um anúncio a respeito dela, como ocorreu com Marta, por exemplo. No entanto, o mesmo não se deu para os jogadores homens.

 

Em 2010, Jamerson Michel da Costa, conhecido como Messi, competia na segunda divisão do campeonato estadual do Rio Grande do Norte, quando se tornou o primeiro jogador profissional brasileiro a se declarar gay de forma pública. Posteriormente, ele chegou a atuar na primeira divisão do Campeonato Potiguar, na série D do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil, pelo Globo Futebol Clube, em 2015. Entretanto, pela falta de visibilidade de Messi no cenário futebolístico nacional, esse foi um fato que passou despercebido pela maior parte da população e não causou muito impacto.

 

Apenas em 2022, um jogador que se destacou por sua atuação na série A do Campeonato Brasileiro e na Seleção Brasileira também se declarou não heterossexual: Richarlyson. Dessa vez, alcançando visibilidade, o acontecimento gerou respostas diversas do público. A publicização da bissexualidade de Richarlyson foi feita apenas depois de ele ter se aposentado. Parte do público não encarou o anúncio como uma “surpresa”, já que sua sexualidade havia sido questionada durante toda a sua carreira. Essa configuração parece ter gerado, para alguns, um impacto relativamente pequeno frente à declaração. No mesmo ano, o ex-jogador Emerson Ferretti também se declarou gay, alcançando uma repercussão menor.

 

A criminalização de manifestações contra pessoas LGBTQIAPN+ nos estádios

 

Em 13 de junho de 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu criminalizar as manifestações de discriminação e violência ocorridas em função de orientação sexual e identidade de gênero, determinando que elas passassem a ser tratadas como crime de racismo. Dias depois, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ameaçou punir os times cujas torcidas continuassem entoando cânticos homofóbicos. O STJD recomendou que os episódios de homofobia passassem a ser relatados pelos árbitros nas súmulas das partidas, e que os times fizessem campanhas educativas para as torcidas.

 

Em 25 de agosto de 2019, o árbitro Anderson Daronco parou uma partida entre Vasco e São Paulo quando a torcida vascaína puxou um cântico se referindo ao oponente como “time de viado”. A partida só foi retomada depois que o canto parou. Dias depois, em 30 de agosto de 2019, todos os 20 clubes da série A do Campeonato Brasileiro postaram simultaneamente no X (então Twitter) uma imagem dizendo: “Pior que prejudicar o seu time é cometer um crime. Grito homofóbico não é piada, muito menos cântico de torcida. Grito homofóbico é crime, dentro e fora dos estádios”. A postagem vinha acompanhada da hashtag #DigaNãoàHomofobia. No início de setembro, o Vasco fez sua primeira partida depois do acontecimento. O time entrou em campo com uma faixa com a frase “homofobia é crime”.

 

Em setembro de 2021, o Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+ denunciou o Flamengo para o STJD, pois a torcida do time havia cantado “Arerê, gaúcho dá o cu e fala tchê” em uma partida contra o Grêmio, dias antes. O Tribunal acolheu a denúncia e condenou o time, estabelecendo uma multa de R$ 50 mil. Em dezembro de 2021, o Coletivo denunciou mais oito times, também por gritos homofóbicos das torcidas em jogos anteriores: Internacional, Náutico, Ceará, Atlético Mineiro, Remo, Paysandu e Corinthians.

 

Em 2022, outro caso ganhou grande repercussão, em um jogo entre Cruzeiro e Grêmio, pela série B do Campeonato Brasileiro. Nele, torcedores do Cruzeiro entoaram “Arerê, Gaúcho dá o cu e fala tchê”. O fato não foi registrado em súmula, mas o próprio Grêmio apresentou queixa contra o adversário no STJD. Dessa vez, a repercussão fez com que o Cruzeiro se sentisse ameaçado de perder pontos no campeonato. Com isso, o time decidiu fazer um acordo com o STJD para evitar o julgamento. O Cruzeiro ficou obrigado a pagar uma multa de R$ 30 mil, sendo R$ 15 mil dedicados a causas sociais e R$ 15 mil à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Uma série de outras obrigações foi acordada: utilização de bandeiras de escanteio e braçadeira do capitão com as cores do arco-íris, postagem em redes sociais de uma cartilha educativa contra a discriminação e a violência contra pessoas LGBTQIAPN+, publicação no site do clube sobre o Dia do Orgulho LGBTQIAPN+ e reunião com as torcidas organizadas para realizar um trabalho de conscientização.

 

O posicionamento dos times

 

Em 17 de maio de 2019, data estabelecida como dia internacional de combate à discriminação, ao preconceito e à violência contra pessoas LGBTQIAPN+, o STF ainda não havia decidido pela criminalização da homofobia. No entanto, faltava menos de um mês para que isso acontecesse. Coincidentemente ou não, muitos times pareciam já estar se mobilizando para lidar com essa questão. Naquele ano, 10 dos 20 clubes da série A do Campeonato Brasileiro aproveitaram a data para fazer postagens nas mídias sociais repudiando a homofobia. Desde então, o compartilhamento de mensagens de conscientização nessa data por parte dos clubes passou a ser recorrente.

 

Outra data na qual os clubes têm compartilhado mensagens de apoio é o Dia do Orgulho LGBTQIAPN+, comemorado em 28 de junho. Em 2021, apenas 2 times da série A não fizeram uma homenagem à população LGBTQIAPN+ nessa data: Ceará e Athletico Paranaense. Flamengo, Fluminense e Vasco foram além e lançaram camisas de uniforme personalizadas com detalhes nas cores da bandeira LGBTQIAPN+. A do Vasco, com cores mais destacadas em forma de faixa na parte frontal, esgotou menos de uma hora após ser posta para venda.

 

Considerações finais

 

Sem dúvidas, a Copa do Mundo de mulheres deve receber uma relação entre futebol e pessoas LGBTQIAPN+ consideravelmente melhor do que a Copa do Mundo de homens deixou. O desenvolvimento do futebol LGBTQIAPN+ no Brasil foi um fenômeno sem precedentes. Esse movimento abriu caminho para que milhares de pessoas pudessem ter espaço para praticar o esporte. No entanto, mesmo nesses times, esse é um ambiente que continua marcado pela masculinidade, com pouca inclusão de mulheres.

 

Se a LiGay tem organizado a prática desse esporte, as torcidas LGBTQIAPN+ mobilizam a organização dos(as/es) torcedores(as/us). Nesse período, o Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+ cumpriu um importante papel de vigilância e denúncia. No entanto, apesar da criminalização da homofobia, os cânticos homofóbicos ainda têm sido recorrentes. Além disso, os casos nem sempre são julgados, e, quando há condenação, ela costuma se restringir a uma multa relativamente baixa, sem a perda de pontos.

 

Os times, seja por obrigação, medo ou marketing, têm se posicionado favoravelmente à comunidade LGBTQIAPN+, e os primeiros jogadores homens declaradamente não heterossexuais finalmente surgiram, apesar de ainda serem muito poucos. Mas isso já permite uma maior identificação de pessoas não cisheteronormativas com o esporte.

 

Ainda há muito o que avançar até que o futebol possa ser considerado um espaço seguro e acolhedor para as pessoas LGBTQIAPN+, mas as mudanças sociais não acontecem numa única jogada. Muito foi conquistado nesse período, e isso também permite visualizar melhor o que ainda precisa ser alcançado.

 

Homofobia e transfobia são crimes no Brasil. Se você sofrer alguma violência ou discriminação em função da sua orientação sexual ou identidade de gênero, disque 100.


Sobre ê autore:

 

Vanrochris Helbert Vieira é jornalista, mestru em Comunicação Social (UFMG) e doutore em Ciências Humanas – Estudos de Gênero (UFSC). É membre do INCT Futebol, onde realizou pesquisa de pós-doutorado e, atualmente, é bolsista de extensão, sendo ume des editorus do blog acadêmico Bate-Pronto.

 

As perspectivas presentes nos artigos veiculados no blog Bate-Pronto não necessariamente refletem as posições institucionais do INCT Futebol.

 

Assim como na prática esportiva em si, as representações da mídia sobre a relação entre o futebol e pessoas LGBTQIAPN+ também mudam. Se você se interessa por esse tema, irá gostar também do nosso texto: Tem gay jogando futebol na novela?


¹ RIAL, Carmen Silvia de Moraes. #Déjala trabajar: el fútbol y el feminismo en Brasil. In: FISCHER, Thomas; KÔLHER, Romy; REITH, Stefan (Orgs.). Fútbol y sociedad en América Latina. Frankfurt: Editorial Vervuert, 2021. p. 241-256.


O

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page