Futebol e cinema em debate sob a perspectiva de pensadores(as) sociais
- INCT Futebol
- 4 de mar.
- 13 min de leitura
Lucas Vinicius Araujo Lisboa (UFS/INCT Futebol)
Beatriz de França Alves (UFBA/INCT Futebol)
Maria Rute da Conceição dos Santos (UFS/INCT Futebol)
Vanessa Matos Silva (UFS/INCT Futebol)
Lucas Carvalho Silva de Jesus (UFS/INCT Futebol)
Hamilcar Silveira Dantas Júnior (UFS/INCT Futebol)
Cristiano Mezzaroba (UFS/INCT Futebol)
No texto abaixo, os autores e autoras relatam como foi o III Seminário de Extensão “Pensadores Sociais e o Esporte no Cinema: o futebol como fenômeno sociocultural”, ocorrido em Aracaju, entre os dias 26 e 30 de janeiro de 2026.

O III Seminário de Extensão “Pensadores Sociais e o Esporte no Cinema: o futebol como fenômeno sociocultural” constituiu-se como um espaço de reflexão acadêmica e formativa voltado à articulação entre esporte, cinema e pensamento social, a partir da exibição e análise de obras fílmicas à luz de diferentes referenciais das ciências sociais e humanas. Realizado integralmente de forma presencial, no auditório da Biblioteca Central da Universidade Federal de Sergipe (UFS), entre os dias 26 e 30 de janeiro de 2026, o evento configurou-se como uma ação extensionista de caráter interdisciplinar, voltada à promoção do diálogo e da formação crítica entre os(as) participantes por meio da linguagem cinematográfica e de suas interfaces com o fenômeno esportivo.
O seminário teve origem em duas disciplinas optativas ofertadas pelo Departamento de Educação Física da UFS, ministradas pelos professores Cristiano Mezzaroba e Hamilcar Dantas, em 2019. Sua proposta pedagógica se fundamenta no uso do cinema como recurso analítico para a compreensão do esporte enquanto fenômeno social, histórico e cultural. Nesta terceira edição, o seminário foi realizado em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos do Futebol Brasileiro (INCT Futebol/CNPq), o que possibilitou a ampliação do escopo dos debates, por meio da participação de pesquisadores(as) vinculados(as) ao INCT e a outras universidades, com atuação consolidada no campo dos estudos sobre esporte, especialmente o futebol, na intersecção com as humanidades.
A dinâmica do evento estruturou-se a partir da exibição presencial dos filmes, seguida de debates teóricos conduzidos pelos(as) palestrantes, que estabeleceram relações analíticas entre as obras fílmicas e a produção de pensadores(as) sociais. As apresentações foram transmitidas ao vivo pelo canal do INCT Futebol no YouTube, ampliando o alcance das discussões e possibilitando o acesso de outros públicos ao conteúdo apresentado. O evento contou com 72 (setenta e dois) inscritos e uma equipe composta por dois coordenadores, cinco palestrantes, cinco coordenadores de atividades e cinco monitores, responsáveis pela organização, mediação e acompanhamento das ações. Ao final do seminário, 36 estudantes/participantes receberam certificação, sendo 2 da pós-graduação e 34 da graduação, evidenciando a expressiva participação discente e o alcance formativo da ação extensionista.
1º dia: discussão sobre o filme Máscara Negra com a Prof.ª Dr.ª Carmen Rial

No primeiro dia do evento, a Prof.ª Dr.ª Carmen Rial, coordenadora-geral do INCT Futebol, conduziu uma discussão aprofundada sobre o filme Máscara Negra, fundamentando sua análise nas reflexões do antropólogo Roberto DaMatta. A atividade contou com a coordenação do Prof. Dr. Hamilcar Dantas Júnior, Chefe do Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e organizador do evento, que mediou o debate e contribuiu para articular as interpretações apresentadas, possibilitando uma leitura crítica da obra fílmica. Durante sua exposição, Carmen Rial destacou como o filme aborda de forma contundente questões de gênero e sexualidade, evidenciando o preconceito, a discriminação e os desafios enfrentados por uma travesti em diferentes contextos sociais. A narrativa estabelece, ainda, uma relação crítica entre essas experiências e os universos do futebol e do carnaval. Ambos, enquanto espaços profundamente simbólicos da sociedade brasileira, revelam tensões importantes: o futebol, tradicionalmente associado à performance da virilidade, frequentemente reproduz padrões de exclusão; já o carnaval, apesar de sua associação à diversidade, também apresenta paradoxos em relação à visibilidade de identidades de gênero marginalizadas.
À luz das contribuições de Roberto DaMatta, a discussão permitiu compreender o carnaval como um ritual social marcado pela suspensão provisória das normas e hierarquias que estruturam a vida cotidiana, funcionando como um espaço de inversão simbólica entre a “casa” e a “rua”. Nesse sentido, o carnaval aparece como um tempo social no qual identidades subalternizadas podem ganhar visibilidade, ainda que de forma temporária e controlada. No entanto, conforme problematizado no debate, essa aparente liberdade não elimina as desigualdades estruturais que atravessam a sociedade brasileira, mas, muitas vezes, as reafirma sob outras formas. A partir dessa perspectiva, o filme Máscara Negra tensiona o caráter ambíguo do carnaval: ao mesmo tempo em que possibilita a expressão de corpos e subjetividades dissidentes, também evidencia os limites dessa aceitação, sobretudo quando essas identidades ultrapassam o espaço ritual e retornam ao cotidiano regulado por normas rígidas de gênero, sexualidade e pertencimento social.
As avaliações da exibição do filme ressaltaram sua relevância para a compreensão do futebol como fenômeno cultural capaz de interpretar a sociedade brasileira em sua complexidade. O debate evidenciou o futebol e o carnaval como práticas sociais que operam como “textos” sobre o Brasil, permitindo a análise de identidades, ritos, hierarquias e formas de pertencimento, bem como a compreensão de processos históricos, especialmente no contexto da ditadura civil-militar, quando tais espaços também funcionaram como formas de resistência simbólica. A participação da Prof.ª Carmen foi reconhecida pela consistência teórica e pela condução qualificada da discussão, ao articular o documentário a referenciais das ciências humanas e sociais, em diálogo com a antropologia interpretativa de Roberto DaMatta. As reflexões ressaltaram o futebol como espaço de produção de significados sociais, no qual questões de raça, gênero, classe, corpo e identidade são continuamente negociadas, reafirmando o potencial do cinema e do esporte como dispositivos analíticos e pedagógicos para a compreensão da sociedade brasileira para além da dimensão esportiva.
2º dia: discussão sobre o filme Os Trombadinhas com o Prof. Dr. Daniel Machado da Conceição

O segundo dia do evento contou com a participação do Prof. Dr. Daniel Machado da Conceição (INCT Futebol), que debateu o filme Os Trombadinhas a partir das contribuições do pensador Guerreiro Ramos. A mediação ficou a cargo do Prof. Dr. Luiz Carlos Rigo, que também agregou reflexões relevantes ao debate. A obra cinematográfica trouxe à tona temas centrais como a delinquência juvenil, a desigualdade social e as representações e estereótipos associados à população negra no contexto urbano brasileiro. A partir das discussões realizadas, evidenciou-se que fatores como a baixa escolaridade, a fragilidade dos vínculos familiares e a ausência de políticas públicas eficazes ampliam a vulnerabilidade de crianças e adolescentes, tornando-os mais suscetíveis ao aliciamento por adultos envolvidos em esquemas criminosos.
Durante sua análise, o Prof. Daniel destacou o futebol como uma possibilidade de transformação social, ao se apresentar como alternativa de afastamento da criminalidade e de construção de novas perspectivas de vida para esses jovens. Ancorado no pensamento social brasileiro de Guerreiro Ramos, o palestrante examinou como o filme constrói representações da juventude pobre e da marginalidade urbana, evidenciando os mecanismos sociais que produzem exclusão e controle. Ao longo da exposição, o esporte foi compreendido como elemento constitutivo do cotidiano desses jovens, funcionando simultaneamente como espaço de sociabilidade e como expressão das desigualdades que atravessam suas trajetórias. A análise articulou aspectos sociais, culturais e políticos do enredo, demonstrando como o cinema permite compreender as condições de vida, os limites de pertencimento social e as formas de controle presentes na sociedade brasileira, ao mesmo tempo em que evidencia o esporte como chave analítica para a leitura dessas dinâmicas.
As avaliações da exibição do filme Os Trombadinhas ressaltaram sua potência para a compreensão das desigualdades sociais, da marginalização da infância e da juventude, e das múltiplas formas de violência que estruturam o espaço urbano. A obra possibilitou refletir sobre as relações entre pobreza, exclusão social e criminalização, evidenciando como determinados corpos e territórios são historicamente produzidos como alvos preferenciais da repressão estatal e do estigma social. O debate reafirmou o cinema como recurso privilegiado para a leitura crítica da realidade social, ao explicitar as contradições do contexto urbano e as lacunas nas políticas públicas voltadas à infância e à juventude. As reflexões também destacaram as articulações entre classe social, raça e cidadania, consolidando o filme como um potente dispositivo analítico e pedagógico para o enfrentamento de questões estruturais no campo educacional e nas ciências humanas e sociais.
3º dia: discussão sobre o filme Onda Nova com a Prof.ª Dr.ª Mariane Pisani

No terceiro dia do evento, a Prof.ª Dr.ª Mariane Pisani (UFPI) analisou o filme Onda Nova (1983), obra que se destacou por seu caráter transgressor ao desafiar o contexto da ditadura civil-militar brasileira, ao abordar temas então considerados tabu, como a inserção das mulheres no futebol, gênero, sexualidade e aborto. O filme foi compreendido como um importante gesto de resistência, ao tensionar normas morais e sociais vigentes à época de seu lançamento. A mediação da atividade foi realizada pela Prof.ª Dr.ª Caroline Soares de Almeida (INCT Futebol/CNPq), que contribuiu para qualificar o debate e articular as discussões propostas.
Fundamentada nas contribuições teóricas de Judith Butler, a Prof.ª Mariane apresentou o conceito de performatividade de gênero, evidenciando que os papéis socialmente atribuídos ao feminino e ao masculino não são naturais ou inatos, mas construções históricas e sociais reiteradas por práticas e discursos. A obra cinematográfica provoca estranhamento justamente ao romper com esses estereótipos, ao construir cenas em que mulheres ocupam espaços tradicionalmente masculinizados e assumem comportamentos que desafiam a imagem de passividade e submissão associada ao feminino.
O filme apresenta personagens femininas marcadas pela autonomia e pela afirmação de seus desejos, que jogam futebol, frequentam espaços públicos, consomem bebidas alcoólicas, fumam e exercem livremente sua sexualidade. Essas representações foram analisadas como dispositivos de contestação às normas de gênero, convidando o público a questionar aquilo que historicamente foi naturalizado como regra no campo esportivo e na sociedade em geral.
As avaliações da exibição do filme Onda Nova destacaram sua relevância para a compreensão das relações entre futebol, gênero e sexualidade, evidenciando o esporte como um campo social historicamente construído, atravessado por disputas simbólicas e processos de exclusão. O debate ressaltou o futebol como espaço de produção de subjetividades e identidades, ao evidenciar a legitimidade da escolha das mulheres por jogar futebol, mesmo diante de preconceitos e restrições sociais.
A obra cinematográfica foi reconhecida por tensionar a naturalização do futebol como território masculino, ao colocar as mulheres como protagonistas de seus corpos, desejos e trajetórias esportivas, reafirmando a defesa de um futebol democrático, entendido como direito de todas e todos. A análise articulou o filme às contribuições de Judith Butler, especialmente aos conceitos de corpo, sexo, gênero, sexualidade e performatividade, possibilitando compreender o futebol como um espaço que simultaneamente produz e regula gênero, raça e pertencimento. As reflexões também ressaltaram a potência do cinema como arquivo de gestos, imagens e sons, capaz de tornar visíveis micropolíticas do corpo e processos de resistência e transformação social. Nesse sentido, o debate reafirmou a importância de abordagens que articulem esporte, sexualidade e ciências humanas, ampliando o olhar sobre o futebol para além de perspectivas marcadas pelo machismo histórico, e consolidando seu potencial analítico, pedagógico e político.
4º dia: discussão sobre o filme Hooligans com o Prof. Dr. Silvio Ricardo da Silva

No quarto dia do evento, ocorreu a exibição do filme Hooligans, com a participação do Prof. Dr. Silvio Ricardo da Silva (UFOP) e mediação da Prof.ª Dr.ª Priscila Augusta Ferreira Campos, o que favoreceu a fluidez do debate e o aprofundamento crítico das temáticas propostas. O longa-metragem constituiu-se como disparador para uma análise aprofundada do futebol enquanto fenômeno social, cultural e político, evidenciando as complexas relações entre torcidas organizadas, violência, identidade coletiva e processos de pertencimento. A narrativa cinematográfica possibilitou problematizar a construção das masculinidades no contexto das torcidas, bem como os rituais, códigos de honra e performances corporais que atravessam esses grupos. O debate destacou que tais práticas não podem ser compreendidas de forma isolada ou simplificada, uma vez que são atravessadas por desigualdades sociais, disputas simbólicas e pela midiatização do futebol, frequentemente responsável por reforçar estigmas e estereótipos associados às torcidas organizadas.
As avaliações da exibição do filme Hooligans ressaltaram sua contribuição para a compreensão das torcidas organizadas como fenômenos sociais inscritos na modernidade, marcados por dinâmicas próprias de pertencimento, identidade e conflito. O debate permitiu avançar para além de leituras reducionistas, ao evidenciar que as torcidas organizadas não se restringem a práticas violentas, mas constituem coletivos sociais complexos, dotados de valores, códigos, princípios e formas específicas de organização. As reflexões também enfatizaram os processos de construção das masculinidades no ambiente futebolístico, evidenciando como práticas corporais, rituais e performances associadas às torcidas produzem sentidos de bravura, honra e lealdade. As contribuições do Prof. Dr. Silvio Ricardo da Silva foram fundamentais para a desconstrução de estigmas recorrentes atribuídos a esses grupos, ampliando a compreensão do futebol como espaço de disputas simbólicas e socioculturais, no qual a violência deve ser analisada em articulação com processos históricos, sociais e culturais mais amplos.
5º dia: discussão sobre o filme Mário e Leon – no Amor e no Jogo com o Prof. Dr. Wagner Xavier de Camargo

No último dia do evento, foi exibido o filme Mário e Leon – no Amor e no Jogo, com a participação do Prof. Dr. Wagner Xavier de Camargo (INCT Futebol/CNPq) como convidado e mediação do Prof. Dr. Antonio Jorge Soares, que possibilitou a integração das diferentes contribuições e o aprofundamento analítico do debate. A obra cinematográfica abriu um espaço fecundo de reflexão sobre as relações entre esporte, sexualidade, identidade e performance, tensionando normas heteronormativas historicamente associadas ao universo esportivo, especialmente ao futebol. A partir da narrativa do filme, o debate evidenciou o esporte como um campo marcado por expectativas sociais rígidas em relação aos corpos, comportamentos e expressões de gênero e sexualidade. Nesse sentido, Mário e Leon possibilitou problematizar os silenciamentos, as violências simbólicas e os mecanismos de exclusão vivenciados por sujeitos dissidentes da norma, ao mesmo tempo em que revelou estratégias de resistência, afeto e afirmação identitária no interior desse campo. As avaliações da exibição do filme destacaram a relevância das reflexões sobre as construções e configurações de gênero e sexualidade nos bastidores do futebol, bem como sobre as formas de poder que atravessam esse universo. O debate evidenciou o futebol como um espaço profundamente marcado pela heteronormatividade, no qual a heterossexualidade se impõe como padrão e opera mecanismos sistemáticos de exclusão, sobretudo em relação a jogadores homossexuais e a sujeitos que rompem com expectativas tradicionais de gênero.
As contribuições do Prof. Dr. Wagner Xavier de Camargo se deram à luz da socióloga Raewyn Connell e foram reconhecidas pela clareza didática e pela densidade analítica, ao articular criticamente esporte e sexualidade, futebol e gênero, bem como suas interseções com raça, etnia e classe social. As reflexões problematizaram a naturalização de estruturas de poder “machocráticas” que regulam corpos, comportamentos e performances, compreendendo o gênero como prática social produtora de sentidos. O debate destacou, ainda, a necessidade de pensar condutas educativas voltadas ao enfrentamento da homofobia, do machismo e dos silenciamentos presentes nos vestiários e no futebol de modo geral, reafirmando o potencial do cinema e da reflexão acadêmica como dispositivos críticos e formativos.
Encerramento e avaliação final

Por fim, o encerramento do evento foi realizado pelo Prof. Dr. Cristiano Mezzaroba (UFS), que, embora não tenha podido estar presencialmente, participou por meio de um vídeo exibido ao final da sessão. Em sua fala, destacou a relevância do evento para o fortalecimento dos debates sobre o futebol no campo das Ciências Humanas e Sociais, ressaltando a importância de iniciativas que promovem a reflexão crítica e o diálogo interdisciplinar. O professor também enfatizou o valor da parceria institucional entre a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e o INCT Futebol/CNPq, bem como o papel do INCT, agradecendo, em especial, à Prof.ª Dr.ª Carmen Rial, coordenadora do Instituto, e à Prof.ª Dr.ª Mariane Pisani, vice-coordenadora, pelo apoio e contribuição na consolidação do evento. Destacou ainda o trabalho dos(as) bolsistas e monitores que auxiliaram ao longo da semana do evento, reconhecendo sua atuação fundamental para a organização e o êxito das atividades.
A avaliação final do evento destacou, de modo geral, o elevado nível acadêmico das discussões e a relevância da proposta de articular cinema, futebol e Ciências Humanas e Sociais. Os(as) participantes ressaltaram a oportunidade de dialogar com pesquisadores(as) de diferentes instituições, bem como a pertinência das temáticas abordadas, especialmente aquelas relacionadas ao futebol feminino, às questões raciais, de gênero, sexualidade, homofobia e desigualdade social. A diversidade do repertório cinematográfico, contemplando obras de diferentes gêneros e décadas, foi apontada como um dos pontos fortes do evento, ao possibilitar múltiplas leituras sobre o futebol e suas interfaces com a sociedade.
As avaliações também evidenciaram o caráter didático e acessível dos filmes e das palestras, destacando a qualidade dos debates pós-exibição como fundamentais para ampliar a compreensão das obras e oferecer leituras que dificilmente seriam alcançadas apenas pela fruição cinematográfica. A combinação entre lazer e aprendizado foi reconhecida como um diferencial da proposta, assim como a organização do evento, a cordialidade e o apoio dos bolsistas e monitores ao longo da semana. Houve ainda o reconhecimento de que alguns dias apresentaram maior alinhamento entre filmes e debates do que outros, apontando a importância da articulação entre obra e mediação para o fortalecimento das discussões. De modo geral, o evento foi avaliado de forma extremamente positiva, consolidando-se como um espaço formativo, plural e qualificado de reflexão sobre o futebol a partir de diferentes perspectivas acadêmicas e culturais.
Informamos que, abaixo, estão disponibilizados os links das falas dos(as) convidados(as), veiculadas por meio da plataforma YouTube, possibilitando ao público o acesso às discussões e o acompanhamento integral dos debates realizados ao longo do evento.
26/01/2026 – Pensadores Sociais e o esporte no cinema: Carmen Rial discute “Máscara Negra” a partir de Roberto DaMatta
27/01/2026 – Pensadores Sociais e o esporte no cinema: Daniel Machado da Conceição analisa “Os Trombadinhas” via Guerreiro Ramos
28/01/2026 – Pensadores Sociais e o esporte no cinema: Mariane Pisani discute “Onda Nova” via Judith Butler
29/01/2026 – Pensadores Sociais e o esporte no cinema: Silvio Ricardo da Silva discute “Hooligans” via Anthony Giddens
30/01/2026 – Pensadores Sociais e o esporte no cinema: Wagner Camargo discute “Mário e Leon – No amor e no jogo” via Raewyn Connell
Sobre os autores e autoras
Lucas Vinicius Araujo Lisboa é licenciado em Educação Física pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), mestrando em Educação pela mesma instituição e bolsista de extensão do INCT Futebol.
Beatriz de França Alves é licenciada em Educação Física pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), mestranda em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e bolsista de extensão do INCT Futebol.
Maria Rute Conceição dos Santos é licenciada em Educação Física pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e membra voluntária do INCT Futebol.
Vanessa Matos Silva é discente do curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e bolsista de iniciação científica do INCT Futebol.
Lucas Carvalho Silva de Jesus é licenciado em Educação Física pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), mestrando em Educação pela mesma instituição e membro voluntário do INCT Futebol.
Hamilcar Silveira Dantas Júnior é doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), professor titular do Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Sergipe (UFS), docente do Programa de Pós-Graduação em Cinema e Narrativas Sociais da mesma instituição e membro do INCT Futebol.
Cristiano Mezzaroba é doutor em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), professor do Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Sergipe (UFS), docente do Programa de Pós-Graduação em Educação da mesma instituição e coordenador da linha “Mídia e movimento antirracista no futebol” do INCT Futebol.
As perspectivas presentes nos artigos veiculados no blog Bate-Pronto não necessariamente refletem as posições institucionais do INCT Futebol.
Para saber mais sobre a história do Seminário de Extensão Pensadores Sociais e o Esporte no Cinema, leia também o nosso texto: Futebol, cinema e humanidades: articulando possibilidades pedagógicas e socioculturais pela via estética
Futebol e cinema em debate sob a perspectiva de pensadores(as) sociais © 2026 by Lucas Vinicius Araujo Lisboa, Beatriz de França Alves, Maria Rute da Conceição dos Santos, Vanessa Matos Silva, Lucas Carvalho Silva de Jesus, Hamilcar Silveira Dantas Júnior, Cristiano Mezzaroba is licensed under CC BY-NC 4.0




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