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Pesquisadoras(es) do INCT Futebol participaram de simpósio realizado pelo Museu do Futebol

10 de junho de 2026
12:30
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As pesquisadoras do INCT Futebol Caroline de Almeida e Mariane Pisani (de crachá), ao lado das ex-futebolistas Iracema Ferreira, Gisa Pithan e Ana Paula. Imagem: Mariane Pisani

Integrantes do INCT Futebol marcaram presença na 5ª edição do Simpósio Internacional de Estudos sobre Futebol. O evento promovido pelo Museu do Futebol aconteceu entre os dias 25 e 29 de maio e tornou-se um espaço de encontro entre pesquisadoras(es), atletas, gestoras(es), jornalistas, movimentos sociais e diferentes agentes do campo esportivo. As atividades incluíram conferências, mesas temáticas e apresentações de trabalho. O simpósio teve como tema “Futebóis em Campo: Protagonismos e Visibilidades” e objetivou ampliar o olhar sobre a modalidade. 

O professor Dr. Silvio Ricardo da Silva (UFOP) foi um dos(as) membros(as) do INCT Futebol presentes no evento. O coordenador da linha de pesquisa “Infraestrutura, torcida, estádio, museu e memória no futebol” destaca a conferência de abertura do simpósio, que teve a participação do historiador Me. Luiz Antonio Simas. Silvio apresentou-se no segundo dia de atividades, participando do Grupo de Trabalho “Formas de Torcer”. O pesquisador apresentou um trabalho intitulado “Comportamento de adultos na assistência em jogos de futsal infantil na Região dos Inconfidentes”. 

A apresentação de Silvio Ricardo da Silva ocorreu na terça-feira, 26 de maio. Imagem: Silvio Ricardo da Silva
A apresentação de Silvio Ricardo da Silva ocorreu na terça-feira, 26 de maio. Imagem: Silvio Ricardo da Silva
Ainda durante as apresentações orais e de e-pôsteres, que ocorreram de maneira híbrida (presencial e virtual), a Dr.ª Caroline Soares de Almeida (UFPE/INCT Futebol) coordenou o formato presencial do GT “Regionalidades e Internacionalidades”, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-USP). Na programação, ela apresentou o trabalho “Nosso futebol não é um movimento feminista, é uma diversão: estratégias de mulheres para legitimar a prática do futebol no início da década de 1980 no Recife”, que analisa o papel do time pernambucano Coisinha do Pai no contexto das disputas pela regulamentação do futebol feminino no Brasil. Caroline também coordena a linha de pesquisa “Infraestrutura, torcida, estádio, museu e memória no futebol”, ao lado de Silvio.

O GT “Regionalidades e Internacionalidades” contou também com a participação de Adriana Eidt, bolsista de extensão do INCT Futebol. A mestranda em Ciências Sociais na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) apresentou um e-pôster intitulado “Branding, consumo, percepção sobre o Clube Laguna SAF (RN)”. “O que temos visto em pesquisas sobre a temática futebol e consumo, entre tantas abordagens, é que, mais do que consumir partidas ou performances esportivas, os públicos consomem valores, narrativas e estilos de vida associados aos clubes”, explica Adriana. Segundo ela, dessa forma, o futebol deixa de operar apenas como entretenimento e aproxima-se das dinâmicas do consumo simbólico. 

Já no último dia de evento, no Museu do Futebol, a Dr.ª Mariane Pisani (UFPI), coordenadora da linha de pesquisa “Futebol de mulheres, de indígenas, paralímpico e LGBTQIA+”, do INCT Futebol, mediou a mesa “Mulheres no Futebol”, cujo debate central foi em torno das pioneiras do esporte. “Promover esse debate é importante porque permite reconhecer essas trajetórias como parte fundamental da história do futebol brasileiro. Mais do que recuperar memórias, trata-se de compreender como essas mulheres abriram caminhos para as gerações atuais e como suas experiências ajudam a refletir sobre as desigualdades que ainda persistem.” Dentre as convidadas, estiveram presentes as ex-atletas Iracema Ferreira (Rata), Gisa Pithan, Ana Paula e Dilma Mendes. “Ouvir suas narrativas é também um exercício de justiça histórica, de valorização de seus legados e de fortalecimento da memória coletiva do futebol de mulheres no Brasil”, completou a professora. Ao todo, o simpósio quadrienal perpassou por treze áreas temáticas, incluindo economia, expressões artísticas, negritudes, política, mídias e LGBTQIAPN+.
Texto de Isabelle Barbosa com supervisão de Vanrochris Vieira.
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